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Devoção a Santa Rita

A sua devoção expressa-se por referência a acontecimentos e milagres a ela atribuídos ou por razão das suas virtudes.

 

Relacionada com os seus milagres está o acender de velas e oferta de flores. Constitui uma impressionante expressão de fé a Vigília da Sua Festa Litúrgica (22 de Maio) com todo o recinto, muros e habitações circundantes com lamparinas acesas recordando o episódio da sua morte em que os habitantes de Cássia acorreram ao convento com archotes acesos a venerá-la já como Santa.

 

No dia da "Festa", na Celebração Festiva, a Bênção das Rosas, recordando o Milagre da Rosa, é outro momento emocionante.

 

Mas o recurso a Santa Rita, venerada neste Santuário, está mais relacionado com a heroicidade da sua vida e das suas virtudes:

 

Os jovens recorrem à sua proteção, como mãe atenta a todas as necessidades. Recorrem à sua proteção porque lhes ensina o valor da vida colocada nas mãos de Deus que os ama e nunca os deixa sozinhos. Ensina-lhes o caminho da esperança, o amor filial e o evangelho da generosidade.

 

As mães recorrem a Santa Rita como modelo de esposa fiel, educadora dos filhos, sentido dos valores de liberdade, missão de serviço, defesa da dignidade, exemplo vivo do Evangelho da compreensão e do perdão.

 

Os pais recorrem à sua proteção como exemplo a seguir na educação, pela palavra, pelo amor, pela oração. Ensina aos pais o Evangelho da confiança no futuro que só a Deus pertence e que se constrói na escuta da sua palavra.

 

Aos que sofrem, Santa Rita ensina a proximidade de Cristo Crucificado, Consolador e Salvador. Proclama o Evangelho da fortaleza e compaixão por todos os que carregam a própria cruz.

 

Todos os que, renunciando a si mesmos se consagram a Deus, recorrem a ela como exemplo de alegria, liberdade, construtora da paz universal, paz interior e identificação com o Mestre.

 

Porque a vida de Santa Rita é feita de uma heroicidade, em todos os estados de vida, que ultrapassa o entendimento humano, ela é invocada em todas as circunstâncias difíceis, em todas “as causas impossíveis”.

Se percorrermos as Igrejas e Capelas de Portugal, encontramos com frequência, a imagem de Santa Rita. Em muitas terras há um dia festivo a ela consagrado, com celebração, procissão e outras manifestações religiosas. A memória desta devoção perde-se no tempo e são numerosas as suas referências no passado distante.

 

Merece especial referência a do nosso Rei D. João V. Sofrendo de um mal na face, certamente incurável para a medicina do tempo, D. João V recorreu à proteção de Santa Rita de Cássia. Obtida a cura da enfermidade, o nosso rei fez oferta da sua máscara em prata, com uma pedra preciosa encrostada no local onde tinha o mal, agora curado. Não satisfeito ainda, vendo o estado de degradação e pobreza do convento, mandou-o reconstruir por sua conta. Na fachada do convento, em Cássia, como único ornamento, encontra-se o escudo português encimando uma inscrição de agradecimento ao nosso Rei.

 

 

         

          Bênção das Rosas

 

  A bênção das rosas recorda um episódio maravilhoso da vida de Santa Rita.

 

Em janeiro de 1457, quando estava doente na sua cela, no mosteiro de Cássia, pediu a uma prima que lhe trouxesse uma rosa da sua terra, Roccaporena. A tradição afirma que Deus realizou-lhe este desejo, e a sua parente pôde trazer uma rosa que tinha desabrochado no meio da neve, em pleno Inverno.

 

Invocamos hoje o Senhor, que concede a sua graça a quem o invoca, para que se digne abençoar estas rosas, que são para nós expressão de gratidão à memória de Santa Rita. Ela recebeu miraculosamente uma rosa, como conforto ao espinho que a associou durante quinze anos à paixão redentora de Cristo. Também a nós estas rosas tragam esperança, fortaleza, saúde, alegria e paz, à imitação de Santa Rita.

in "Santuário Diocesano NªSrª do Bom Despacho e Stª Rita",
de Pe. Avelino Silva